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Flexigurança

No passado dia 29 de Junho, António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa, escreveu um texto no blogue Arrastão, a convite de Daniel Oliveira. Esse texto é inserido num post intitulado Querem mesmo aprender com a Autoeuropa? O tema, como já se terá visto por posts anteriores que aqui publiquei, interessa-me sobremaneira. Não vou agora alongar-me. Apenas deixo o conselho de que este texto seja lido. Mais tarde voltaremos ao tema. Mas certamente será para sublinhar isto: qualquer solução para aumentar a competitividade e a produtividade passa por um verdadeiro diálogo (isto é, um diálogo com consequências) com os trabalhadores organizados. E se os trabalhadores não perceberem o que têm a ganhar, é porque de facto não estão a ganhar nada. E, já agora, precisam-se mais empresários que não sejam "patrões". Sejam portugueses ou estrangeiros, para o caso dá o mesmo.

Comments

Antes do diálogo com os trabalhadores organizados, pq não recolher as opiniões dos trabalhadores que individualmente e livremente as quiserem exprimir? Cada caso é um caso. As boas ideias vêm de onde menos se espera (vide o caso do porteiro da Colgate que deu a ideia ao patrão de alargar a boca de saída do tubo para que os utilisadores gastasse mais pasta).

Os trabalhadores não trabalham sozinhos (em geral), as soluções de organização do trabalho que possam ter efeitos positivos para a produção e para os produtores dependem do colectivo e não de cada um isolado. Trata-se de conciliar interesses que são em parte diversos e em parte comuns, colectivos. É por isso que não é verdade, não é "toda a verdade", que,como tu dizes "cada caso é um caso".
Os gestores podem recolher todas as opiniões individuais que quiserem. Mas não se trata de "o patrão ouvir as boas ideias do empregado". Trata-se de negociar, de colocar em cima da mesa os interesses de todos e tentar encontrar a forma mais justa e mais eficiente de coordenar esses interesses. Isso não se faz com individualismos à inglesa...
Como bem sabes, já passei anos a negociar essa teoria à mesa do Conselho da UE e, portanto, não consigo olhar para a tua sugestão com nenhuma candura!
Beijos.

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