Filosofia. [Filosofia sem Privilégios]. Filosofia das Ciências. [Realismo hipotético, pluralismo sem anarquia.] Filosofia das Ciências do Artificial. [À procura da prótese perdida da Máquina de Turing e das Tartarugas de Walter.] Um epitáfio em construção pelos grandes esquecimentos (do corpo, do mundo, dos outros). E todas as outras coisas de todos os dias, os banais e os outros. Editor: Porfírio Silva
O José Manuel Dias, do COGIR, respondeu ao meu desafio/convite para entrar numa corrente de leituras. Está aqui. Fico agradecido (não apenas pelas leituras; também pelo testemunho público de amizade, que é sempre uma coisa de que se gosta).
Posted by Porfírio Silva on julho 6, 2007 11:08 AM|Permalink
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Comments
Q inveja!
Q inveja não poder fazer o mm e dar-te uma lista de livros eruditos ou poéticos que eu tenha lido nestes últimos tempos. Que te enriquecesse.
No entanto os meus olhinhos passam a vidinha deles a deslizar por letras!
De poesia, além de um poema da Sofia, de um lirismo do Luís, de uma provocação do Fernando, só me lembro de repegar no meu livro da escola primária (francesa) para voltar a recitar de cor Rimbaut, Prévert, ... Que bonito!
Quando o mau humor é mm muito mau, sai um "Ideal Husband", "Importance of being Ernest", e tudo muda logo de importância.
Tb comecei a ler o "My life", de um tal Bill, até tropeçar. Tropecei qd me dei conta de que não era americana: tanta gente que o leitor deveria conhecer pelo nome próprio e de quem eu nunca ouvi falar! Tentem ir explicar a um americano quem é um tal de António Costa. Mas insistirei. De um trago, aquele livro é indigesto. Mas ele continua na coluna das próximas leituras.
No capítulo das leituras simples e desanuviadoras, a série sobre a 1a Guerra Mundial da Anne Perry. tem um fundo de investigação policial que justifica a série, mas que se perde face à descrição, tão realista, do no man's land, das trincheiras, das ambulâncias, dos hospitais em tendas, do regresso dos estropiados, da mudança de vida na retaguarda, dos zepelins que bombadearam Londres, das batalhas no mar ... acima de tudo, do medo de se perder a liberdade.
No capítulo da realidade dos nossos dias, devoro revistas, daquelas que fazem bem as olhos, sobre férias ou decoração, ou daquelas que se designam por "imprensa feminina", através das quais eu contacto mais de perto com a realidade de vida das mulheres da minha idade que vivem em África e sofrem porque foram excisadas ou violadas ou sofreram a guerra ou têm de andar kilómetros para ir buscar água ou..., das que deveriam viver na India, mas não chegaram a nascer ou foram mortas à nascença pq os seus pais não poderiam pagar a dote, das que não vivem na China, porque cada casal só pode ter um filho, das que nos EUA estão em perigo de vida, pq obesas ... Doutras que são monjas e encontraram a serenidade na vida. Doutras que são artistas e contribuem para a felicidade dos outros. Doutras que revolucionaram a sua vida, largaram o seu conforto e se dedicam a causas humanitárias em locais inóspidos.
Olha ..., afinal ...
Mas vou ver se vou ser ainda mais aplicadinha. E quando tiver um coup de foudre, não me esquecerei de ti.
Ouve lá, oh sua invejosa confessa: pela parte que me toca, a maioria dos livros que confessei andar a ler são trabalho! Trabalho, ouviste?
Bái da uéi : a JH virá ficar a nossa casa hoje, se tudo correr como previsto. Testarei os conhecimentos de português dela, prometo.
Beijos.
Comments
Q inveja!
Q inveja não poder fazer o mm e dar-te uma lista de livros eruditos ou poéticos que eu tenha lido nestes últimos tempos. Que te enriquecesse.
No entanto os meus olhinhos passam a vidinha deles a deslizar por letras!
De poesia, além de um poema da Sofia, de um lirismo do Luís, de uma provocação do Fernando, só me lembro de repegar no meu livro da escola primária (francesa) para voltar a recitar de cor Rimbaut, Prévert, ... Que bonito!
Quando o mau humor é mm muito mau, sai um "Ideal Husband", "Importance of being Ernest", e tudo muda logo de importância.
Tb comecei a ler o "My life", de um tal Bill, até tropeçar. Tropecei qd me dei conta de que não era americana: tanta gente que o leitor deveria conhecer pelo nome próprio e de quem eu nunca ouvi falar! Tentem ir explicar a um americano quem é um tal de António Costa. Mas insistirei. De um trago, aquele livro é indigesto. Mas ele continua na coluna das próximas leituras.
No capítulo das leituras simples e desanuviadoras, a série sobre a 1a Guerra Mundial da Anne Perry. tem um fundo de investigação policial que justifica a série, mas que se perde face à descrição, tão realista, do no man's land, das trincheiras, das ambulâncias, dos hospitais em tendas, do regresso dos estropiados, da mudança de vida na retaguarda, dos zepelins que bombadearam Londres, das batalhas no mar ... acima de tudo, do medo de se perder a liberdade.
No capítulo da realidade dos nossos dias, devoro revistas, daquelas que fazem bem as olhos, sobre férias ou decoração, ou daquelas que se designam por "imprensa feminina", através das quais eu contacto mais de perto com a realidade de vida das mulheres da minha idade que vivem em África e sofrem porque foram excisadas ou violadas ou sofreram a guerra ou têm de andar kilómetros para ir buscar água ou..., das que deveriam viver na India, mas não chegaram a nascer ou foram mortas à nascença pq os seus pais não poderiam pagar a dote, das que não vivem na China, porque cada casal só pode ter um filho, das que nos EUA estão em perigo de vida, pq obesas ... Doutras que são monjas e encontraram a serenidade na vida. Doutras que são artistas e contribuem para a felicidade dos outros. Doutras que revolucionaram a sua vida, largaram o seu conforto e se dedicam a causas humanitárias em locais inóspidos.
Olha ..., afinal ...
Mas vou ver se vou ser ainda mais aplicadinha. E quando tiver um coup de foudre, não me esquecerei de ti.
Posted by: Paula Marques | julho 6, 2007 02:51 PM
Ouve lá, oh sua invejosa confessa: pela parte que me toca, a maioria dos livros que confessei andar a ler são trabalho! Trabalho, ouviste?
Bái da uéi : a JH virá ficar a nossa casa hoje, se tudo correr como previsto. Testarei os conhecimentos de português dela, prometo.
Beijos.
Posted by: Porfirio Silva | julho 6, 2007 03:24 PM