A abstenção de Lisboa nada tem a ver com as cegonhas (nem com as férias, é claro)
Há menos trânsito hoje nas ruas de Lisboa. Como tem havido menos trânsito nas ruas de Lisboa já há algum tempo. É da época, todos sabemos.
Ah, não, desculpem. É do desencanto com os políticos.
É que a abstenção não tem nada a ver com estarmos em meados de Julho. Pelo menos assim rezam os políticos que se bateram para ter eleições a 15 de Julho, em vez de dia 1. E que, é claro, não sonham sequer em assumir a sua parte de responsabilidade pelos efeitos da data sobre a afluência às urnas.
Ah, não, desculpem. É do desencanto com os políticos.
É que a abstenção não tem nada a ver com estarmos em meados de Julho. Pelo menos assim rezam os políticos que se bateram para ter eleições a 15 de Julho, em vez de dia 1. E que, é claro, não sonham sequer em assumir a sua parte de responsabilidade pelos efeitos da data sobre a afluência às urnas.
Comments
O mercado da política tem uma coisa curiosa. Um eleitor sabe que, por si só, nada pode influenciar, logo o incentivo para votar, e votar de modo esclarecido, é muito baixo. Para além do mais sabe que se errar, escolhendo quem não reúne as melhores competências para fazer um bom lugar, o ónus é repartido por toda a população. Nestas condições votar ou não votar é, para muitos, uma questão menor. Não devemos ignorar, no entanto,que parte expressiva acaba por votar "com os pés" não exercendo o seu direito de voto. Os desilidudos, os descrentes, os marginalizados, os superinformados, os irresponsáveis,os distraídos...Nestas circunstâncias os escolhidos acabam por ser os que conseguem agradar a mais pessoas ou que prometem agradar a mais pessoas.
Dito isto: António Costa pode vir a ser um excelente Presidente. Lisboa merece!
Abraço
ET. A tentativa de dar a estas eleições uma dimensão nacional aferindo da bondade das políticas do Governo foi um "tiro que saiu pela culatra" à direita. A alternativa de poder ao PS, somada não chega aos 20%. Sócrates pode dormir sossegado e fazer o que tem de fazer: avançar na reforma da administração pública.
Posted by: José Manuel Dias | julho 16, 2007 06:34 PM