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Com patrões destes, a economia portuguesa não precisa de (mais) inimigos

Foi divulgada a Posição Comum das Confederações Patronais sobre o Quadro de Revisão do Código de Trabalho e respectiva regulamentação. Entre outras pérolas pretendem que a Constituição deixe de proibir o despedimento por motivos políticos ou ideológicos e pretendem limitar o campo de intervenção das estruturas de representação dos trabalhadores. Assim se vê que não estão nada preocupados com a economia, a produtividade ou a competitividade. Querem é ser, cada vez mais e com cada vez menos entraves, ditadores dentro das empresas que consideram seus feudos. Se visassem o melhor em termos económicos não andariam ao contrário das boas experiências que mostram que mais "humanidade" ajuda o melhor rendimento. Se pensam que isto pode ser apenas uma boa "táctica negocial" ainda não perceberam que, explorar por explorar, já há muitos países que fazem isso com mais limpeza: às claras, sem desculpas, sem rodriguinhos. Voltaremos a isto, outro dia.

Comments

e quem deu o exemplo, quem criou o clima que permitiu que isto ocorresse, que uma tal proposta fosse sequer encarada?

Tenho suficiente respeito pelo conjunto das confederações patronais para não tentar arranjar desculpas "climáticas" para posições irresponsáveis.
O que aconteceu desta vez foi, apenas, que se deixaram embalar pelo clima de "qualquer um pode dizer qualquer coisa que ninguém leva a mal" e acharam-se habilitados a dizer alto aquilo que alguns pensam há muito tempo e só comentam em surdina.
Os maus sindicalistas e os maus trabalhadores alimentam (justificam, desculpam) os maus patrões e os maus representantes patronais, tal como os patrões mesquinhos e arrogantes alimentam o obreirismo primário e o sindicalismo terceiro-mundista.
A isto chama-se "espiral de mediocridade" e, perante isso, não me sinto inclinado a distribuir benevolência por todas partes. Sinto-me antes zangado, como português, com todas as partes.
Mas lá iremos, porque ainda estou a ler com mais calma o texto, já que os aspectos focados são apenas os mais escandalosos. Como aliás é escandaloso que tenha vindo hoje um funcionário da CIP tentar atirar atirar areia para os olhos, dizendo que não estava escrito o que estava escrito.

Olá! Não venho deixar um comentário ao seu post. Venho dizer-lhe que hoje tive algum tempo para fazer uma curta visita ao seu "Arquipélago" e que fiquei cheia de vontade de voltar e de me poder demorar. Tudo o que escreve deve ser lido com calma, com tempo. Escreve de uma forma maravilhosa. Deliciou-me o modo como traduz os seus afectos.
Obrigada por incluir o Espelho dos Sentidos na sua lista de "Olhares Cruzados" (embora pense que lá está de uma forma automática).
Voltarei. Todos os dias.
Bj.

Obrigado. Só para lhe dizer que o seu blogue não está nos "Olhares Cruzados" "de forma automática". Embora o primeiro "olhar" tenha sido seu. Não há automático por aqui...

É bom saber isso. Obrigada!

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