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Machina Speculatrix
Este é o arquivo do Tema "5. Pescar na Rede" | Regressar à Entrada

E assim continuo a minha cruzada a favor da BD... (O desenhador é o belga Etienne Schréder e o editor da versão portuguesa é a ASA. Publico a capa em francês, não por ter sido a primeira versão que li, mas porque os editores portugueses têm sempre muito medo de disponibilizar em linha amostras decentes dos seus álbuns.)
Perfect Order. Recognizing Complexity in Bali, de J. Stephen Lansing, editado pela Princeton University Press, 2006. Este livro é o mais recente deste antropólogo, estudioso da forma particular como o sistema religioso e o sistema económico se entrelaçam na ilha de Bali, onde em certas regiões o cultivo do arroz e o culto da Deusa do Lago estão historicamente ligadas na mesma base institucional (a complexa rede de “templos da água”, geridos de forma mais ou menos cooperativa, aos quais cabe regular quer o culto religioso, quer a distribuição da água pela montanha abaixo e entre os cultivadores de arroz, quer a “democracia” das aldeias). Esta leitura faz parte dos meus estudos sobre as instituições, mas também irá contribuir para uma reflexão em curso acerca das relações entre ciência, sociedade e religião. Um livro que acompanha este, e que ajuda se for sendo lido ao mesmo tempo, é, do mesmo autor, “Priests and Programmers. Technologies of Power in the Engineered Landscape of Bali” (já de 1991).

A Grande Transformação. As origens da nossa época, de Karl Polanyi. Trata-se de uma tradução brasileira do grande clássico, escrito durante a Segunda Guerra Mundial, cruzando História, Antropologia, Economia Política. Este livro “explica” a formação da “sociedade capitalista”, uma sociedade onde a instituição “mercado” se separou das outras instituições sociais e onde se alimenta a ficção (ou a ideologia) de que o mercado é autónomo do resto da sociedade e é o padrão de referência que deve marcar o funcionamento de tudo o resto na vida das gentes. Este livro insere-se nas minhas leituras tendentes a enquadrar (histórica e filosoficamente) as origens da ortodoxia dominante em teoria económica. A seguir, se tiver coragem, seguirei com “Adam Smith – O conceito mecanicista de liberdade”, de Fernando Araújo, editado pela Almedina em 2001 (são 1493 páginas, oriundas de uma dissertação de doutoramento em Ciências Jurídico-Económicas na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa – isto é para calar aqueles que dizem que a minha é demasiado longa).

How the body shapes the way we think. A new view of intelligence, de Rolf Pfeifer e Josh Bongard, editado pela The MIT Press, 2007. Esta é uma leitura de actualização das minhas investigações sobre ciências do artificial. É mais uma das obras a explicar como a Inteligência Artificial cometeu o grande erro de pensar que a inteligência está “dentro da cabeça” - quando na verdade a inteligência é algo muito mais “corporal” e menos “lógico” do que a maioria pensava há alguns anos. O livro não é muito profundo para quem conheça bem o domínio, mas é um bom ponto de partida para quem queira saber as “maldades” que se andam por aí a fazer com robots a imitar os humanos (ou a tentar fintá-los).

D. Manuel I, de João Paulo Oliveira e Costa, edição do Círculo de Leitores, 2005. Esta biografia insere-se genericamente na minha tentativa de perceber melhor o século XVI português, e inscreve-se mais especificamente num projecto em que ando a ruminar há algum tempo... mas sobre isso não posso de momento dizer mais.

Merci Patron é um álbum de Banda Desenhada, do português que usa o pseudónimo Rui Lacas. Está publicada num editor francófono, Éditions Paquet, desde 2006, mas vai sair proximamente em português (e em Portugal). Estou a reler este magnífico livro. O excelente blogue Ler BD publicou um texto muito bom sobre esta obra. O próprio Lacas também tem um blogue, mas pobrezinho: vão ver, porque é capaz de estar para ser ressuscitado.

Gostaria que os autores dos seguintes blogues dessem continuidade a esta corrente de leituras: No Mundo, Arquelogia do Corpo, Cogir , Ciência ao Natural, Cyber Sapiens.

Esta foi roubada ao Blog Humor na Ciência.
XKCD oferece este mapa das comunidades online.
(Clicar para aumentar)
Este pode ser visto clicando aqui e a partir daí podem encontrar-se outros.
Uma das práticas interessantes deste blogue é a publicação de entrevistas com personalidades variadas, que normalmente não se cingem a um único tema. Para começar sugiro a entrevista com o filósofo Ricardo Santos , publicada a 17 de Fevereiro de 2007.
E, depois, é ler o resto.
Como exemplo dos materiais didácticos que o Blogómica gosta de disponibilizar, sugerimos a posta publicada a 6 de Março de 2007, Propriedades da água.
Comecem por aí e, depois, é continuar!
Começamos pelo A aba de Heisenberg , que escolhe para seu mote “A incerteza como princípio” (apesar de arquivar os seus textos pretéritos sob a designação de “certezas”). Apresenta como autores Isabel Prata, João Carlos Carvalho, Nuno Ferreira, Paulo César Simões e Sérgio Rodrigues.
Sugerimos, para começar, uma posta que já foi publicada em 2 de Dezembro de 2006, intitulada “A crença em Deus influencia a nossa capacidade de compreender a natureza?”
Boa leitura!